A partir de fevereiro de 2027, o Senado Federal terá suas 81 cadeiras distribuídas entre 13 partidos e um senador independente — e o PL aparece na frente, com 29 senadores. É a maior bancada de um único partido na Casa desde a Constituição de 1988. Na sequência vêm o PT, com 10 senadores, e o MDB, com 8.
O único parlamentar sem filiação é o senador Romário, eleito em 2022 pelo Rio de Janeiro, que deixou o PL em agosto de 2023 e permanece independente desde então.
O tamanho das bancadas define muito mais do que votos em plenário: ele influencia a composição da Mesa Diretora, a presidência de comissões disputadas como a CCJ e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a quantidade de destaques que cada partido pode apresentar e a força para criar CPIs, convocar ministros e barrar indicações do Executivo, como nomes para o Supremo Tribunal Federal, agências reguladoras e embaixadas.
Apesar da liderança, o PL não terá maioria absoluta. Para aprovar projetos mais complexos, o partido precisará formar blocos e costurar acordos com outras legendas. Atualmente, a presidência do Senado é ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP), e a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, na posse dos parlamentares eleitos.
Fonte: FolhaDF (Foto: Reprodução)
