O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, preso preventivamente desde 16 de dezembro de 2025, no âmbito da Operação Unha e Carne. A decisão foi tomada na sexta-feira (30).
A prisão foi substituída por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a apreensão dos passaportes, o recolhimento domiciliar noturno — das 19h às 6h, de segunda a sexta-feira — e integral nos fins de semana e feriados, além da proibição de deixar o país e de manter contato com outros investigados.
Macário Júdice é investigado por suspeita de repassar informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias, que apura supostas ligações do ex-parlamentar com o Comando Vermelho. Segundo a acusação, o desembargador teria antecipado detalhes da ação ao então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, que, por sua vez, teria alertado TH Joias.
A defesa do desembargador nega as acusações e sustenta que não há provas do envolvimento dele no suposto vazamento. Segundo os advogados, dados de antenas de telefonia solicitados pela própria Polícia Federal indicariam que Macário e Bacellar não se encontraram na data apontada pelos investigadores.
A mesma decisão autorizou a transferência de Rodrigo Bacellar da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para uma unidade prisional no estado do Rio de Janeiro. Bacellar continuará preso preventivamente, assim como TH Joias. Em agosto, a Primeira Turma do STF tornou os três réus no caso. A substituição da prisão do desembargador por cautelares não encerra o processo nem representa absolvição.
Fonte: G1 (Foto: Divulgação)
